A Rainha de Copas desaparece do baralho de cartas e o Rei decide encontrá-la nem que isso leve a uma guerra.

Rainha de Copas foi um trabalho que comecei a desenvolver em Janeiro de 2010, foram 5 dias de gravação utilizando cartas de baralho, cartas do jogo de tabuleiro de War II (risk, em inglês) e massa de modelar para as cartas ficarem em pé.

Depois de gravado, começou o trabalho de edição bruta em que juntavam-se todas as fotos no programa de edição de vídeo Sony Vegas. Dependendo da cena, o FPS (quadros por segundo, do inglês frames per second) variou de 4 à 16 dependendo da cena.

A dublagem foi meu maior problema, pois estava em dúvida se fazia dublagem com pessoas normais, fazia vozes incompreensíveis ou mesmo se usava vozes dos personagens de cinema para cada carta. Só em Setembro decidi usar vozes de pessoas e comecei a fazer o trabalho de dublagem, demorou uns 4 dias e 6 amigos pacientes. Paralelamente fiz os efeitos de “explosão”, “sangue”, “fumaça” e “tiro” usando o after effects e o Photoshop.

As músicas tem direitos autorais livres e foram encontrados em sites especializados, como o incompetech.

Mas por fim está aí. Um trabalho do qual gosto muito, achei que ficou meio longo para o Youtube, mas como curta-metragem está OK. Espero que gostem!

Curiosidade: Eu havia gravado algumas cenas de futebol em Stop Motion, essas cenas seriam passadas paralelamente à aventura das cartas mas decidir retirar da edição final para encurtar o vídeo.

 

Se gostarem, por favor, comentem.

Se não, comentem também!

Anúncios

Hoje de manhã a Thalyta estava fazendo um trabalho pra aula e me pediu que eu respondesse um questionário sobre pessoas que produzem curta-metragens. Como também estava precisando postar algo no blog, acabei fazendo um pensando no outro e o outro pensando n’um.

bom, aí vai, espero que gostem! 

QUESTIONÁRIO PRODUTORES DE AUDIOVISUAL

Nome: Maurício Falchetti Idade: 22 Formação/escolaridade:  Ensino Superior (Comunicação Social?Radialismo) / Mestrando (Estudos em Cultura Contemporânea) Profissão: Pesquisador de Redes Sociais e Cibercultura, Editor de vídeo.

 

Vídeos produzidos:

Meus últimos vídeos são: Dona Francisca, A caixa mágica, Rainha de copas, Eram os deuses astronautas 1 e 2, Homo Omissus, Colapso narciso, Sete palmos acima, O vencedor é, Isso tudo é sobre retratos, O menino e a pipa, Benzeções de São Pedro, Diego e Ronaldinho: dois filhos de Francisco, Vinho, Carnaval em Sinop, A sensação do cigarro, Vocare, Se o rádio não Toca, Live and Death fo the Phanton cat, Matador II, Mini Transformers, Piloto de Vídeo, Apertamento, Big Brother AnimalA encantadora de baleias,  

 

1.     Há quanto tempo trabalha com audiovisual?

Desde 1998, comecei com vídeos em power point e em 2001 ganhei minha primeira filmadora.

 

2.     Como financia seus vídeos?

Captação de dinheiro alternativa, rifas, venda de camisetas, patrocínio de empresas.

3.     Enfrenta alguma dificuldade para produzir e divulgar seus vídeos?

Tanto produção quanto exibição dos meus trabalhos operam no circuito alternativo, existem muitas pessoas interessadas em promover esse tipo de trabalho, que fazem pelo amor à arte, e acreditam que seu trabalho pode um dia gerar sustentabilidade. A UFMT aparece nesse processo como um meio fomentador, que cede força de trabalho, equipamentos e estrutura para produção e exibição dos vídeos.

4.     A Lei de incentivo à cultura e o Fundo Estadual de Cultura são suficientes para incentivar/promover o audiovisual em Mato Grosso?

Incentivo à cultura através do Estado é um meio para a produção, mas acredito que não devemos ser dependentes dele. Dizer que não temos incentivo estatal não pode ser desculpa para não produzir. Criar uma cultura de consumo na sociedade, que pague para ver é o melhor caminho. Espelhado no modelo americano, percebemos que o cinema de Bollywood se mostrou capaz disso: produzir vídeos que se autofinanciem. Desenvolver algo que renda é muito mais importante do que pedir esmola ao estado, dinheiro que em sua maioria acaba indo para o bolso dos que se dizem fomentadores do audiovisual, que as vezes nem se quer terminam de produzir o que começaram, ou pior, arquivam o trabalho, que é exibido apenas para a poeira e ácaros. Se o estado pode apoiar, não é queimando dinheiro com produtores corruptos. Não gosto de utilizar metáfora em meus textos, mas da mesma maneira que “não se dá peixe, se ensina a pescar”, temos que ensinar a fazer com que vídeos aprendam a ganhar dinheiro, e isso pode acontecer criando uma estrutura que fomente a exibição das produções culturais, e não estou falando da elite, estes já vão à cinemas dos shopping centers, mas possibilitar a inserção do cinema em bairros marginais, ao custo simbólico de 1 real, por exemplo, não é boa-ação, mas sim dever dos produtor cultural.

5.     Tem algum site para divulgação das obras? Qual(s)?

Alguns dos meus vídeos podem ser acessados no meu canal do Youtube

6.     Entre os vídeos que produziu, qual é o preferido? Está disponível em algum site? Qual?

Entre os meus vídeos preferidos, estão: O Vencedor é, Dona Francisca e Isso tudo é sobre retratos, que podem ser vistos no meu canal do Youtube, já vídeos mais atuais ainda não foram para a internet por estarem participando de festivais de curta-metragens.

Esse post é dedicado à minha apresentação de monografia:

Através do desenvolvimento de novas tecnologia, especialmente na área de produção audiovisual (barateçaõ de equipamentos, interfaces intuitivas) novas maneiras de interligar espectador e sistemas vêm sendo configuradas. Para isso, sistemas hipermidiáticos trabalham com a interatividade.

Dentro das possibilidades da interação reativa, imaginou-se o vídeo interativo, onde o espectador torna-se espectador-usuário e pode escolher qual caminho da história seguir. Determinando como a história continua e como ela termina.

ETAPA I (definação do lugar em que o link deveria ser inserido)

Baseando no paradoxo ou Estrutura de Ação Dramática desenvolvida por Syd Field, a história constitui-se de três atos: ato de apresentação, confrontação e resolução.

Segundo Field, na passagem entre um ato e outro deve haver uma reviravolta dramática (ponto de virada), um momento crítico, que em inglês chama-se “plot point”. É nesse momento que o link entra. Assim, através da decisão do espectador, o vídeo toma um rumo ou outro,

Estrutura do Roteiro Cinematográfico Clássico Segundo Syd Field

Através do paradoxo de Field, é possível elaborar uma nova estrutura para a narrativa interativa, no gráfico abaixo, as vertentes da narrativa nascem a partir de pontos bem definidos e a história divide-se em várias vertentes, possibilitando muitos finais.


Estrutura do Roteiro Cinematográfico Interativo baseado na estrutura clássica de Syd Field

ETAPA II (Desenvolvendo as características do link)

Desenvolveu-se três tipos de link para o vídeo interativo. Nos dois primeiros vídeos (Diálogo e Ação VATS) a imagem pára e o espectador escolhe.

No terceiro (Ação RE4), se o espectador não escolher a tempo, o sistema segue por um caminho pré-estabelecido.

Modelo de Diálogo

Modelo de Ação VATS

Modelo de Ação RE4