Hoje de manhã a Thalyta estava fazendo um trabalho pra aula e me pediu que eu respondesse um questionário sobre pessoas que produzem curta-metragens. Como também estava precisando postar algo no blog, acabei fazendo um pensando no outro e o outro pensando n’um.

bom, aí vai, espero que gostem! 

QUESTIONÁRIO PRODUTORES DE AUDIOVISUAL

Nome: Maurício Falchetti Idade: 22 Formação/escolaridade:  Ensino Superior (Comunicação Social?Radialismo) / Mestrando (Estudos em Cultura Contemporânea) Profissão: Pesquisador de Redes Sociais e Cibercultura, Editor de vídeo.

 

Vídeos produzidos:

Meus últimos vídeos são: Dona Francisca, A caixa mágica, Rainha de copas, Eram os deuses astronautas 1 e 2, Homo Omissus, Colapso narciso, Sete palmos acima, O vencedor é, Isso tudo é sobre retratos, O menino e a pipa, Benzeções de São Pedro, Diego e Ronaldinho: dois filhos de Francisco, Vinho, Carnaval em Sinop, A sensação do cigarro, Vocare, Se o rádio não Toca, Live and Death fo the Phanton cat, Matador II, Mini Transformers, Piloto de Vídeo, Apertamento, Big Brother AnimalA encantadora de baleias,  

 

1.     Há quanto tempo trabalha com audiovisual?

Desde 1998, comecei com vídeos em power point e em 2001 ganhei minha primeira filmadora.

 

2.     Como financia seus vídeos?

Captação de dinheiro alternativa, rifas, venda de camisetas, patrocínio de empresas.

3.     Enfrenta alguma dificuldade para produzir e divulgar seus vídeos?

Tanto produção quanto exibição dos meus trabalhos operam no circuito alternativo, existem muitas pessoas interessadas em promover esse tipo de trabalho, que fazem pelo amor à arte, e acreditam que seu trabalho pode um dia gerar sustentabilidade. A UFMT aparece nesse processo como um meio fomentador, que cede força de trabalho, equipamentos e estrutura para produção e exibição dos vídeos.

4.     A Lei de incentivo à cultura e o Fundo Estadual de Cultura são suficientes para incentivar/promover o audiovisual em Mato Grosso?

Incentivo à cultura através do Estado é um meio para a produção, mas acredito que não devemos ser dependentes dele. Dizer que não temos incentivo estatal não pode ser desculpa para não produzir. Criar uma cultura de consumo na sociedade, que pague para ver é o melhor caminho. Espelhado no modelo americano, percebemos que o cinema de Bollywood se mostrou capaz disso: produzir vídeos que se autofinanciem. Desenvolver algo que renda é muito mais importante do que pedir esmola ao estado, dinheiro que em sua maioria acaba indo para o bolso dos que se dizem fomentadores do audiovisual, que as vezes nem se quer terminam de produzir o que começaram, ou pior, arquivam o trabalho, que é exibido apenas para a poeira e ácaros. Se o estado pode apoiar, não é queimando dinheiro com produtores corruptos. Não gosto de utilizar metáfora em meus textos, mas da mesma maneira que “não se dá peixe, se ensina a pescar”, temos que ensinar a fazer com que vídeos aprendam a ganhar dinheiro, e isso pode acontecer criando uma estrutura que fomente a exibição das produções culturais, e não estou falando da elite, estes já vão à cinemas dos shopping centers, mas possibilitar a inserção do cinema em bairros marginais, ao custo simbólico de 1 real, por exemplo, não é boa-ação, mas sim dever dos produtor cultural.

5.     Tem algum site para divulgação das obras? Qual(s)?

Alguns dos meus vídeos podem ser acessados no meu canal do Youtube

6.     Entre os vídeos que produziu, qual é o preferido? Está disponível em algum site? Qual?

Entre os meus vídeos preferidos, estão: O Vencedor é, Dona Francisca e Isso tudo é sobre retratos, que podem ser vistos no meu canal do Youtube, já vídeos mais atuais ainda não foram para a internet por estarem participando de festivais de curta-metragens.

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Li esse artigo nesse site e achei muito válido para aspirantes à roteiristas como eu, pois fala de histórias padrões para qualquer filme, que podem garantir um público interessado em assistir o filme até o final. O artigo estava em inglês estão tive que traduzir, espero que gostem do texto e que minha tradução não tenha ficado tão ruim.

As cinco histórias básicas que podem otimizar o seu discurso.

Traduzido do artigo de Nick Morgan (12 de Maio de 2010)

A cultura a que todos estamos imersos pode ajudar o palestrante diante de uma platéia a ter um discurso convincente – algumas histórias que já estão prontas no inconsciente de qualquer platéia. Usar estas histórias garantirá ao seu discurso força para conectar imediata e profundamente qualquer audiência.

Há cinco histórias básicas: a busca, o estranho em um lugar estranho, o pobre que se torna rico, a história de amor e a vingança.

A busca

As pessoas se interessam pela busca porque sempre se identificam com o herói e sabemos como a história termina. Cuidamos do nosso próprio negócio e vivemos uma vida normal até que algo chega para virar nossa vida de cabeça pra baixo. O império mata nossos tios e somos forçados a sair do conforto do nosso ambiente para encontrar Obi-Wan Kenobi. Ao longo do caminho, encontramos um mentor, alguém que tem um importante conhecimento como lutar com sabres de luz e que nos treinará para ter essa habilidade. Passamos por aventuras apavorantes, testes e obstáculos feitos para revelar nosso valor. Nós seguimos em frente, porque sabemos que no final teremos a esperada recompensa, que será algo muito legal, como o Santo Graal, um pote de ouro ou um reino inteiro.

Buscas são histórias certas para quando seu público precisa trabalhar duro para conseguir algo, e você tem que prepará-los para superar a decepção e continuar, não desistir no primeiro desafio.

O estranho em um lugar estranho.

O estranho que chegou a um lugar novo, talvez um país estrangeiro ou a um novo planeta, e tem que aprender as regras, a língua, antes que algo faça isso primeiro. Esta história fala sobre autoridade e é útil para quando precisar contar algo sobre confrontar uma nova economia ou situação onde as regras mudaram e modos antigos não funcionam mais. A história do estranho em um lugar estranho prepara seu público para alcançar a autoridade.

O pobre que se torna rico.

Essa história já é conhecida por quem já ouviu o conto do valente alfaiate que com um feijão mágico e bastante inteligência derrotou o gigante e ganhou um castelo com muito ouro. É uma boa história para contar a pessoas normais que querem um dia ter sucesso.

Empresários e pequenas empresas convivem tanto com esse tipo de história que provavelmente não têm idéia disso.

A história de amor.

Meninos que encontram meninas e se apaixonam. Um menino que arranja uma namorada, mas por algum motivo a perde e tem que lutar para consegui-la de volta. Essa forma de história já é conhecida para quem assistiu alguma comédia romântica Hollywoodiana ou leu uma novela romântica. Histórias de amor estão presentes nos negócios atualmente, como em fusões e parcerias entre empresas. Assim como um romance, haverá problemas, e essas empresas terão que aprender com os altos e baixos ao longo do caminho para que não se separem e cresçam.

A vingança.

Histórias de vingança imediatamente nos fascinam e ao mesmo tempo nos deixam desconfortáveis. Elas são confusas e mechem com emoções que não gostamos de admitir, mas são muito poderosas. Vingança é um grande caminho para que funcionários demitidos resolvam montar uma empresa para competir… e podem até se destacar mais.

Use essas histórias para fazer com que seu público rapidamente entenda seu ponto de vista. Não seja explícito a ponto de dizer que você está fazendo isso, apenas siga essas fórmulas que você conseguirá a atenção deles. Elas são tão poderosas porque fazem parte de cada cultura e seu público não perceberá quando você utilizar dessa estratégia, pois pensarão que o que você está dizendo é como deve ser.

 Já é bem sabido que qualquer coisa acaba virando idéia pra roteiro, as melhores são as conversas de bar, casos cotidianos e fofocas que você escuta das vizinhas. Pois bem, imagem ajuda muito também. Vendo o site ffffound, tirei algumas imagens interessantes para incentivar a criatividade dos roteiristas de plantão. Ffffound pra quem ainda não conhece, é um lugar onde as fotos parecidas se encontram, lá não existe sistema de busca, simplesmente quem entra vai passando uma por uma. Se por acaso você encontrou alguma foto interessante e não anotou o link dela, provavelmente nunca mais encontrará de novo se for procurar. Ela será perdida pra sempre! Nem pra tanto, também…

Ao invés de ficar salvando a URL no bloco de notas, uma dica é usar o delicious, site onde você salva seus links preferidos, nomeia tags e salva nas nuvens sem precisar colocá-los em pastas. O interessante de “tagear” seus links é que não precisa lembrar do lugar que ele está, mas sim de mais ou menos do que ele se trata. Ah sim, as fotos que dão idéia para roteiro, aí vão elas.

Achei a idéia das moscas genial, acho que vou montar algumas aqui em casa e ver como fica.