Uma das versões que explicariam o surgimento da expressão “Nerd” surgiu no final da década de 50, onde alguns estudantes do MIT (Massachussets institute of technology ou Instituto de Tecnologia de Massachusetts; em português) teriam o hábito de chamar outros estudantes mais aplicados de knurd, (palavra escrita ao contrário de drunk, que em inglês significa bêbado) “fazendo uma clara analogia inversa sobre aqueles que não estudam e ficam bêbados em oposição aos que estudam e não se embriagam”. Há alguns que dizem que esse mesmo termo derivado do knurd veio da RPI (Rensselaer Polytechnic Institute ou em português: Instituto politécnico de Rensselaer). Segundo Pereira, o termo Nerd surgiu no Canadá, em um departamento da companhia Northern Electric (atual Nortel) chamado Northern Electric Research and Development (NERD), onde os cientistas dedicavam horas e ás vezes passavam noites acordados no laboratório estudando e pesquisando.

Desde então esse termo foi estereotipado às pessoas que não tinham vida social e dedicavam toda a sua existência ao estudo. Nas décadas de 80 e 90, através dos filmes com temática adolescente, o preconceito com essas pessoas atingiu seu auge, fazendo com que ninguém tivesse o interesse em ter esse estereótipo intelectual conseqüentemente anti-social.

Com a popularização da tecnologia no final da década de 90, o termo Nerd foi sendo substituído pelo Geek, na qual o interessado em tecnologia teria também uma vida social. Esse termo também pode ser desmembrado em várias sub-categorias, destacando-se: o propriamente dito Geek, interessado em tecnologia, ciência e informática, o gamer, que corresponde aos aficionados por jogos eletrônicos, os Fanbase ou Fandom[1], que são indivíduos fãs de uma determinada obra cultural, como programas de televisão, séries, filmes, literatura ou quadrinhos.


[1] Palavra originada do termo “Fan Kingdom”