Como coisas puxam outras coisas…

Hoje de manhã estava com preguiça de escrever minha monografia, habilitei o “período de folga: ON” e fui procurar o soundtrack do filme Napoleon Dynamite. Sim, a maioria dos meus amigos já deve ter me visto super-empolgado falando desse filme, e quando eu fico empolgado tiro lá do fundo o meu “italianão”: Falo alto e mexo os braços freneticamente. Com um pouco de azar, se você não estiver prevenido consegue ser atingido por uma das minhas braçadas ao melhor estilo Bruce Lee. São duas as situações que as pessoas devem se preocupar com meus golpes inconscientes: Uma é quando estou empolgado e a outra é quando estou bêbado. Na segunda, fica uma mistura de italiano com gauchesco e o resultado nunca dá muito certo. É preciso estar atento.

Pois bem, Napoleon Dynamite é um daqueles filmes que você assiste, acha “genial” e sai contando pra todo mundo. É pra ver mais de uma vez, eu aconselho. Se procurar napoleon no google vão sair várias frases para autocompletar, as com mais resultados são o famoso Bonaparte com 3.150.000 e logo depois Dynamite com 2.290.000, em terceiro lugar fica um tal de “Napoleon Hill: Filosofia do sucesso” com 4.500 resultados.

 

Voltando a história, lá estava eu procurando as músicas do querido “napô” (já dizia a Ciça). Não todas, mas uma em especial, que eu não sabia nem o nome, mas tinha força de vontade e lembrava um trecho da letra. Era algo mais ou menos assim: “nana na, five numbers, lálálá”.

Como vocês podem imaginar, nem com toda a vontade do mundo e o google, consegue-se achar uma música com tão pouca informação assim. Mas não fiquei triste, na verdade “uma coisa puxa outra” e logo achei algo tão interessante quanto a música que eu queria. Pra minha alegria, ela também fazia parte do soundtrack do filme.

Não sou tão velho quanto essa música, e mesmo com as piadas dos meus colegas de pesquisa Vitor e Talyta sobre meu excêntrico gosto para músicas antigas, me orgulho em falar que escutava-a quando criança, e que bons tempos eram aqueles! Mais uma vez,“como uma coisa puxa outra” essa música me lembravam as menininhas que eu paquerava, ou como dizia meu amigo Lair, “é minha namorada, mas não conta que ela ainda não sabe!”. No fim das contas, era um garoto envergonhado para chegar nas meninas (acho que ainda sou) e suspirava por elas nos recreios, enquanto comia aquele pão com carne moída e suco de laranja que vinha na merenda. Bons tempos aqueles…

Era pequeno e o pouco de inglês que conhecia se resumia a identificar animais e cores. Ah, não tinha problema, lá estava eu cantarolando pelos corredores do colégio, com um belo de um sorriso estampado no rosto enquanto a música me dominava:

“Foreveinhon! Aiuantabi foreveinhon!”

Hoje já meio crescido e com um inglês suficiente para entender a música, imagino que ela tenha pra mim hoje o mesmo significado que tinha naquela época: Viver pra sempre, nós vamos viver jovens pra sempre. A diferença é que hoje acho suficiente viver lembrado nos corações das pessoas, na época eu achava que a máxima era literal.

Pra terminar a história, prorroguei pra manhã a busca da música do napoleon, enquanto isso, se você me ver por aí andando pela rua, é capaz de me ouvir cantarolando ao bom estilo oldschool. Foreveinhon! Aiuantabi foreveinhon!